Nossa Cidade

  • .História de Fundação de São José dos Quatro Marcos.
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    História de Fundação de São José dos Quatro Marcos.

             Origem Histórica:

             A área que compõe o território quatromarquense foi satélite de Vila Bela da Santíssima Trindade, nos tempos da capitania de Mato Grosso. O movimento colonizador moderno teve início por meio de legislação especial, a partir de 1946. Quem agiu na região ao norte de Cáceres, de modo intenso, foi a Comissão de Planejamento de Produção. O movimento na região de São José dos Quatro Marcos teve início como um desdobramento de atividades colonizadoras na região.

             Os primeiros sinais de tomada de posse da terra, de modo efetivo, deram-se em 1962, quando Zeferino José de Matos adquiriu uma área de terras da Imobiliária Mirassol, sediada no Estado de São Paulo. Zeferino José de Matos foi o pioneiro de São José dos Quatro Marcos.

             Em 1966, Zeferino Matos, Luiz Barbosa e Miguel Barbosa do Nascimento doaram 11,02 alqueires de terras para loteamento, a fim de se estabilizar um núcleo populacional. Na batida rudimentar do facão e da foice saiu o clareamento da mata, para logo o machado derrubar as necessárias árvores.

             Foram fincados quatro marcos (sinal de demarcação) para balizarem os lotes rurais. As ruas abertas no alinhamento dos quatro marcos foram mais tarde denominadas Avenidas São Paulo e Bahia. Esses quatro marcos se prestaram para se denominar o povoado e depois o município. A denominação São José adveio do protetor escolhido pela população.

             Em busca de terras boas para plantio foram chegando famílias de São José do Rio Preto, Santa Fé do Sul e diversas outras regiões dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Em menor proporção, os nordestinos. Os primeiros produtos da terra foram: café, arroz, feijão e milho. Logo se assentou uma de beneficiar arroz.

             Em 1966, Luiz Barbosa cedeu terreno para a construção da primeira escola de pau-a-pique com cobertura de folha de babaçu. Chamava-se Escola Rural Mista de São José dos Quatro Marcos e localizava-se na área central do povoado, precisamente numa das conjunções das atuais avenidas São Paulo e Bahia.

             Francisco Paulo de Brito deu início às aulas. No entanto, antes do término do ano letivo, abandonou a profissão, interrompendo-se as aulas. Mas logo no ano seguinte, 1967, a escolinha reabriu. Os professores desta feita foram Nivaldo Mila e Maria Luiza da Silva.

             Com o desenvolvimento do núcleo urbano, formou-se a Associação de Pais e Amigos do Bairro (APAB). Esta associação, com o apoio de Antonio Alvarez, então vereador do município de Cáceres, representando os interesses da Gleba de São José dos Quatro Marcos, solicitou ao governador José Manuel Fontanillas Fragelli a construção do prédio escolar condizente. Foram construídas, então, quatro salas de alvenaria.

             Zeferino José de Matos, o grande benemérito, doou um terreno para construção da igreja. A primeira missa foi celebrada em março de 1967, pelo padre Amadeu.

             Em 1968 concluiu-se a primeira estrada para Mirassol D´Oeste, facilitando o escoamento da produção de São José dos Quatro Marcos. Além da produção própria, provinda de afinco no trabalho do campo, a região toda crescia, favorecendo o crescimento conjunto.

             O Estado de Mato Grosso, vendo a segurança de um futuro para a região, criou o município de Mirassol D´Oeste e nesta nova unidade municipal criou o distrito de São José dos Quatro Marcos, através da Lei nº 3.934, de 04 de outubro de 1977.

             Mais dois anos e nascia o município, agora com a denominação simplificada para Quatro Marcos. Este fato deu-se através da Lei Estadual nº 4.154, de 14 de dezembro de 1979, de autoria do deputado Aldo Borges e sancionada pelo governador Frederico Campos.

             Artigo 1º - Fica elevado à categoria de município, com o nome de Quatro Marcos o distrito de São José dos Quatro Marcos, criado como unidade integrante do município de Mirassol D´Oeste, pela Lei nº 3.934, de 04 de outubro de 1977.

    Texto e Fotos:

    Luiz Carlos Bordin.

  • .Geografia

    Geografia

    Localiza-se a uma latitude 15º37'17" sul e a uma longitude 58º10'35" oeste, estando a uma altitude de 230 metros. Sua população estimada em 2004 era de 18 504 habitantes. Possui uma área de 1285,26 km².

  • .Clima

    Clima

    O clima de São José dos Quatro Marcos é o tropical subúmido, no qual há duas estações bem definidas: verão úmido e inverno seco. As estações da primavera e verão caracterizam-se pelas chuvas; as estações de outono e inverno caracterizam-se pela estiagem e eventuais dias frios e boa parte das madrugadas amenas ou frias.

  • .História Religiosa - Paróquia São José Operário
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    História Religiosa - Paróquia São José Operário

             História religiosa

             A primeira missa rezada em Quatro Marcos foi por frei Amadeu Taurines, em 1966. As visitas religiosas continuaram com uma certa regularidade com frei Elias Mas, frei Ênio Grenga, e após a volta deste para Itália, por D. Máximo Biennés, em 1972. A comunidade de Quatro Marcos pertencia ao Setor Pastoral de Mirassol D´Oeste. À primeira capela de tábuas, sucedeu, rapidamente e no mesmo lugar, uma igrejinha de material.

             Os marianos, vindos de São Paulo, constituíram, no tempo de fundação da cidade, uma equipe segura que assumiu tranquilamente os destinos da Igreja e da comunidade. O sacerdote, recebido amavelmente pela comunidade, dava grande incentivo, sobretudo aos cursos ministeriais de Cáceres, onde eram preparados responsáveis para a comunidade. O catecismo, o grupo mariano, os jovens, o Apostolado da Oração, formavam uma sólida estrutura que sustentava o crescimento da comunidade religiosa de Quatro Marcos.

             Em 20 de setembro de 1976, com a bênção do Bispo Diocesano, foi colocada a primeira pedra da futura casa das religiosas comprometidas para o trabalho pastoral. Pouco tempo depois, foi entregue a casa já pronta à comunidade que ia viver a trabalhar nela; estiveram presentes o Bispo Diocesano e a Madre Provincial das Irmãs Azuis. O impulso inicial tinha sido dado por Padre Tiago, e a participação generosa do povo quatro-marquense permitiu que rapidamente se concluíssem as obras. A presença e o trabalho das Irmãs Azuis trouxeram uma grande alegria para o povo.

             A nova paróquia

             Quatro Marcos pertencia ao Setor Pastoral de Mirassol, atendido por Padre Tiago. Em 1977, Padre Georges Martin foi nomeado vigário cooperador em Mirassol D´Oeste e destacado para atender as comunidades de Quatro Marcos. Dotado de uma grande capacidade aglutinadora, conquistou logo a confiança do povo de Quatro Marcos e construiu rapidamente um salão paroquial com várias dependências para desenvolver o trabalho pastoral.

             Em 1980, iniciou corajosamente a construção de uma grande e artística igreja. Em quatorze meses, conseguiu rezar solenemente a primeira missa, juntamente com o Bispo diocesano e Padre Tiago. As suas paredes laterais são de vidros coloridos; a capela do SS. Sacramento e o lugar do sacramento da penitência são artisticamente distribuídos no interior da igreja, sendo, sem dúvida, uma das mais bonitas entre as que foram construídas, nestes últimos anos, na Diocese de Cáceres.

             Entretanto, pouco tempo após sua chegada, Padre Georges solicitou a criação da paróquia em Quatro Marcos. Atendido seu pedido, criou-se a paróquia São José em 1978, nomeando-o, na mesma ocasião, como primeiro pároco.

             As religiosas

             Ao chegar a Quatro Marcos, Padre Georges encontrou uma comunidade de religiosas, as Irmãs Azuis, instaladas antes por Padre Tiago. Iniciou com elas um trabalho de cooperação, sobretudo nos encontros mensais com os representantes das comunidades e os catequistas do interior, mantendo assim laços sempre estreitos entre os serviços instalados na cidade e aqueles que animam as comunidades rurais.

             Em 1984, três irmãs franciscanas de N. S. Aparecida vieram do Rio Grande do Sul para trabalhar em Porto Esperidião, após solicitação de Padre Georges e de D. José Afonso e cooperação de D. Ivo Lorscheiter, grande benfeitor dessas irmãs. Numa comunidade incipiente, elas instalaram um dinâmico trabalho de formação e promoção humana e religiosa, que se torna mais importante agora após a criação do município de Porto Esperidião.

     

    FONTE: Diocese São Luiz de Cáceres.

  • .História Religiosa - Igreja Evangélica Assembléia de Deus
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    História Religiosa - Igreja Evangélica Assembléia de Deus

             Igreja Evangélica Assembléia de Deus.

            A Igreja Evangélica Assembléia de Deus teve seu início em 1968. O primeiro a pregar ali o evangelho pentecostal foi o Diácono Francisco Ponce da Silva.

             Os dirigentes que passaram pela Assembleia de Deus em São José dos Quatro Marcos: Dc. Francisco Ponce da Silva, Napoleão Marques Ferreira, Julião Soares de França, Cirilo Alves Barbosa, João Ferreira Barbosa, Joaquim Luiz Ferreira, Albino Marques de Couto, Elias Francisco de Matos, Iluizo de Oliveira, José Wilton Pereira dos santos.

             O Campo teve sua emancipação em 08 de Abril de 1994, teve como presidente o Pastor Walter dos Santos, Pr. Lúcio Marciano de Souza e Atualmente Pastor Presidente Pr. José Pinheiro. Conta com 280 membros e congregados. Cinco congregações: Santa Fé, Jardim Boa Vista, Jardim Peruchi, Jd. Rondon e Assentamento Chico Mendes.

             Na Gestão do Pastor José Pinheiro, o mesmo efetuou a reforma do templo Sede e fundou os trabalhos que são realizados na comunidade da Aparecida Bela, Assentamento Figueirinha, Assentamento Pitas e Casemat e atualmente conta com aproximadamente 400 Membros e Congregados.

    FONTE: Assembléia de Deus.

  • .Cultura Popular: História da Folia de Reis em São José dos Quatro Marcos.
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    Cultura Popular: História da Folia de Reis em São José dos Quatro Marcos.

             História da Folia de Reis.

             Em São José dos Quatro Marcos a primeira Folia de Reis formou-se em 1970 com a chegada dos imigrantes e foi denominada Companhia de Folia de Reis do Barreirão. De origem paulista, ela mantém a tradição da viola caipira e a originalidade dos rituais da época. Em 1995, após uma turnê da companhia em São Paulo, iniciou-se a construção da Igreja dos devotos de Santos Reis. Assim, Quatro Marcos tornou-se polo regional de encontro anual dos foliões. A direção geral desta companhia é de Fidélis José de Souza, último remanescente dos fundadores.

             Os foliões de São José dos Quatro Marcos, após suas peregrinações pelos municípios da região Sudoeste, decidiram há 15 anos que no último domingo de cada mês de janeiro seria realizada a Festa de Folia de Santos Reis. Por um dia, folias das vizinhanças se reúnem para tocar seus hinos e cantos.

             Folia de Reis: tradição e fé

             Existem tradições que são esquecidas pelo Poder Público e Comunidades. Em alguns casos, as festas tradicionais se mantêm apenas com a persistência e pelo prazer de alguns atores sociais idosos que por devoção perseveram pela fé. Esse é o caso dos devotos de Santos Reis em São José dos Quatro Marcos que construíram na década de 90 a primeira igreja dedicada aos três reis magos no estado de Mato Grosso. Mas esta realidade envolvendo a Festa de Reis em Quatro Marcos mudou e desde 2009 o evento recebe a atenção e investimentos da Prefeitura através do Departamento de Cultura e Turismo.

             Tentativa local de resgate

             O grupo de dança Ballet Ritmo´s de São José dos Quatro Marcos iniciou em 2008 e chegou até a 5ª Mostra de Dança de Mato Grosso com a coreografia Marungas, a fim de divulgar a história dos palhaços na Folia de Reis. O trabalho investiu em parte da religiosidade popular do município, buscando a evolução, o aprimoramento de técnicas, a inovação, a inserção de novas bailarinas e o incentivo para o surgimento de novos grupos, tanto de dança quanto de Folias de Reis.

             Desde dezembro de 2007, a Folia de Reis foi a tradição escolhida pela coordenação do Ballet Ritmo´s e objetivou explicar a sua significação e origem, tanto no contexto geral quanto municipal. A musicalidade na dança foi marcada pela forte presença da viola caipira.

             A coreografia apossou de técnicas da dança clássica e contemporânea para apresentar um pouco da história e da vida do povo quatromarquense. Os métodos utilizados serviram também para introduzir conhecimentos históricos, culturais e religiosos, uma vez que os temas foram pesquisados e trabalhados em conjunto com as integrantes.

    TEXTO E FOTO: Luiz Carlos Bordin.

  • .Breve histórico dos índios Bororo na microrregião do Jauru.
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    Breve histórico dos índios Bororo na microrregião do Jauru.

             Breve histórico dos índios Bororo na microrregião do Jauru

             Por mais de cinco mil anos os índios Bororo habitaram a região sudoeste do Estado de Mato Grosso, onde atualmente se localiza o município de São José dos Quatro Marcos. Os índios da tribo Bororo ou Cabaçais eram os habitantes das terras que atualmente formam os doze municípios da microrregião do Jauru.

             O antigo povo desta região foi denominado pelos paulistas de índios Cabaçais. Eles são parte da grande tribo Bororo que tiveram os sobreviventes remanejados e confinados na área indígena de Umutina, no município de Barra do Bugres.

             Conforme o site povos indígenas no Brasil, “O termo Bororo significa, na língua nativa, "pátio da aldeia". Não por acaso, a tradicional disposição circular das casas faz do pátio o centro da aldeia e espaço ritual desse povo, caracterizado por uma complexa organização social e pela riqueza de sua vida cerimonial. A despeito de hoje terem direito a um território descontínuo e descaracterizado, a vigor de sua cultura e sua autonomia política tem atuado como armas contra os efeitos predatórios do contato com o "homem branco", que se estende há pelo menos 300 anos”.

             Ainda segundo o site, os índios da tribo Bororo se autodenominam Boe sendo o termo Bororo a denominação oficial atual. “Ao longo da história, outros nomes foram usados para identificar esse povo, tais como: Coxiponé, Araripoconé, Araés, Cuiabá, Coroados, Porrudos, Bororos da Campanha (referente aos que habitavam a região próxima a Cáceres), Bororos Cabaçais (aqueles da região da Bacia do Rio Guaporé), Bororos Orientais e Bororos Ocidentais (divisão arbitrária feita pelo governo do Mato Grosso, no período minerador, que tem o rio Cuiabá como ponto de referência)”.

             Até 1956, pessoas que entravam nestas terras vinham em busca da Poaia (Ipecacuanha), para extrair da raiz a emetina, droga muito utilizada na farmacologia. Nos anos seguintes, não mais se viu a presença indígena da tribo Bororo ou Cabaçais na região. A exploração da Ipecacuanha já estava desativada e aos poucos surgia a movimentação para a ocupação regional.

     

    FONTE: Prefeituras da região e http://pib.socioambiental.org.

    Adaptação textual: Luiz Carlos Bordin.